Aumentando o acesso a atendimento médico na Etiópia
Por Peter Schmidtke
Notícias do Rotary International -- 6 de novembro de 2009
Kathleen Poer (primeira fila, centro) e seus companheiros da Abt Associates em uma reunião em Adis Abeba, Etiópia. Poer gerencia um programa da USAID para aumentar a disponibilidade de tratamento para HIV e tuberculose.
Foto cedida por Leah Ekbladh
A luta da Etiópia contra o HIV/aids recebeu reforços em fevereiro quando os principais representantes do ministério da saúde do país concordaram em permitir que clínicas particulares fornecessem remédios antirretrovirais.
Eles chegaram ao acordo durante uma reunião com a USAID, na qual esta entidade foi representada pela ex-bolsista da Fundação Rotária Kathleen Poer.
"Fui capaz de lidar com esta questão complexa porque compreendia as diferenças culturais, ouvi atentamente os conselhos de meus colegas etiopianos e procurei pensar em como as normas locais poderiam influenciar a reunião", comenta Poer.
Desde 2007, ela vem trabalhando na Etiópia para a Abt Associates, uma das maiores firmas de consultoria e pesquisa governamental e empresarial. Ela gerencia o programa Setor Privado pelo HIV e Tuberculose, que está em seu primeiro ano e objetiva aumentar o acesso a atendimento médico através da parceria entre os setores público e privado.
Quando Poer, uma americana do Colorado, chegou à Etiópia, ela dedicou-se a fortalecer um programa de prevenção e tratamento da tuberculose e HIV no local de trabalho já existente, e a ampliar um programa piloto que visava integrar o atendimento a tuberculosos e soropositivos em clínicas particulares. Após a Abt Associates completar um programa piloto com sucesso, introduzindo tratamento para tuberculose em 20 clínicas particulores, ela administrou a expansão do programa em outras 100 clínicas.
"Uma das maneiras de fazer com que a doença seja mais amplamente detectada é ter mais centros para diagnósticos", explica Poer sobre a expansão de tratamento para tuberculose, que era feita somente em clínicas do governo. "Especialmente no caso da tuberculose, que é uma doença estigmatizada, portanto as pessoas muitas vezes preferem ir a uma clínica onde ninguém as conhece."
Ela vem também supervisionando equipes móveis de cuidadores que trabalham em barracas e colaboram com clínicas comunitárias e centros de saúde realizando testes de HIV e proporcionando serviços de aconselhamento. Entre junho de 2007 e junho de 2009, as equipes ajudaram a testar mais de 100.000 pessoas.
"Acho que estamos progredindo rapidamente, e é possível notar a mudança de atitude do setor público, que vem se tornando bem mais aberto à nossa atuação", ela conta.
Antes de se mudar para a Etiópia, Poer passou 18 anos trabalhando para a Abt Associates para melhorar os sistemas de saúde na Albânia, Egito, Jordânia, Cazaquistão, Quirguistão, Rússia e Uzbequistão.
Ela estudou em 1985-86 na Jawaharlal Nehru University em Nova Délhi, como bolsista patrocinada pelo Rotary Club de Durango, Estados Unidos. Poer foi voluntária em diversos projetos humanitários de clubes instalando fogões de baixo consumo de energia e desenvolvendo meios de geração de renda para a população rural. Ela também participou de campanhas de vacinação contra a pólio.
"É difícil para um estrangeiro visitar vilarejos rurais", conta. "A menos que você esteja envolvido com os rotarianos. Eles têm uma grande rede de projetos e sempre que possível eu tentava acompanhá-los em suas visitas. Foi a minha experiência na Índia que me levou a trabalhar com desenvolvimento."
Escrito para Reconnections